Descrever tão profundamente o soar dos meus sentimentos torna-se uma tarefa tão difícil quanto qualquer uma questão de matemática complicada. Nos dias que passam sem parar, me pego pensando no seu sorriso bobo, aquele de quando você me pede pra sorrir de forma gentil e carinhosa me olhando nos olhos, com um olhar tão devastador que me entorpece por completo, me fazendo sorrir de forma incontrolável. Teus olhos, nos meus olhos são como pequenos vagalumes brilhantes na escuridão, exatamente como me sinto em relação a você. O único olhar que não me faz desviar os olhos e que lê meus gestos de forma tão simples que chega a surpreender. E que me olha de forma tão perfeita depois de uma briga boba que faz com que meu corpo inteiro trema só de pensar que te fiz sofrer nem que seja só por um segundo. Todos os risos, e coisas estupidamente bobas que nos fazem rir sem parar e no final de cada uma de nossas gargalhadas, sempre vem um abraço ou um beijo...
Ah o beijo! O que vem depois do olhar tão profundo...
O beijo que faz o tempo parar, fazendo com que eu esqueça de tudo em minha volta. Um beijo caloroso e totalmente indiscreto, cheio de desejo...
O seu toque sob minha face vermelha, o toque mais delicado e sutil, que me deixa subir tão alto quanto qualquer outra sensação. Mãos que passam pela minha face, chegando até os meus cabelos encaracolados, descendo pelo meu pescoço em direção a minha nuca, parando ali por uns instantes, enquanto você acaricia os meus cabelos. Mãos que passam tão intensamente e delicadamente ao mesmo tempo de uma forma tão única que deixa meus sentidos deliberadamente aguçados, deixando meu corpo totalmente entregue em tuas mãos. Quando me tomas em teu corpo, espalhando arrepios e suspiros meus... Me levas ao máximo do que podes querer levar, e sempre tentas mais e mais deixar-me no mais infinito possivel de felicidade que só tu consegues enfim.
Poder dormir no meu "melhor lugar do mundo", sob o teu peito, ouvindo o teu coração bater ritmadamente, sentindo o teu peito subir e descer com a tua respiração pesada e forte, sentindo os teus carinhos nos meus cabelos e o teu beijo quentinho na minha testa. Dormir de forma tranquila e calma, me sentindo imensamente protegida nos teus braços, dormir e acordar no mesmo lugar, sem ao menos despertar em nenhum instante enquanto dormia. Acordar com a sua voz suave e um beijo de bom dia, seguido de um abraço forte, um abraço de saudade infinita por mais que eu estivesse ao teu lado a noite inteira...
Saudade, tenho saudade até mesmo quando posso olhar-te nos olhos por horas a fio sem me cansar ou entediar. Cada segundo passa imensamente devagar quando tu estas longe de mim. Já não é tão fácil administrar a falta que sinto de ti meu amor, em meu colo grita a dor da saudade que vai além da distância, que dói tanto assim por tanto te querer... E eu que me pegava tentando descobrir onde então tu estavas enfim, que não em meus braços... E quando eu verdadeiramente achei que amei, descobri verdadeiramente que não... E quando olhei pra cima e vi um pequeno vagalume brilhando no escuro, o segui instintivamente e ele me levou por caminhos longos cheios de pedras, lugares altos que eu não conseguia alcançar sozinha, mas de forma inexplicável, em todos os trajetos mais torturosos ele sempre esperava pacientemente por mim, como se estivesse testando minhas capacidades, e a cada vez que eu me aproximava mais dele, ele incrivelmente me escapava das mãos...
Até que finalmente, depois de tanto caminhar, ele deixou que eu o pegasse nas minhas mãos...
E quando eu abri as mãos para olhar o brilho dele, eu me encantei de forma única e eterna, o brilho mais lindo, e mais gracioso que eu já havia visto. E o encanto então se tornou perfeito e eterno, me deixando completamente maravilhada. E desde então, o pequeno vagalume, que parecia ser tão sem valor, se mostrou tão valioso quanto qualquer outra coisa. É a minha preciosidade, o meu tesouro, a minha dádiva...
De um enorme coração, uma alma tão pura e tão especialmente feito pra mim...
O vagalume e o passarinho, passarinho que não voa.
E que sempre olhou atraves da gaiola, cantando triste, quase sussurando... Suplicando aos ventos que o libertassem e o tirassem da solidão. Via os dias assim, via o sorriso das pessoas e o canto livre e feliz dos outros passaros que ficavam livres. E sempre quis, sempre desejou, e sonhou com a liberdade mais do que tudo. Ele não voava, pois suas asas eram cortadas periodicamente por seus donos, que cuidavam bem do passarinho, mas aquilo não era o que ele queria... E foi assim então que o vagalume e o passarinho iniciaram a sua historia...
Que ainda não tem um final completamente feliz, mais o vagalume se esforça para fazer o melhor pelo passarinho...
;~~
.png)

0 Verba mollia et efficacia...:
Postar um comentário
The own words...